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Pesquisa da PUCRS investiga preocupação de usuários com a privacidade na internet

Fonte: Imprensa PUCRS

05/05/2015

Uma pesquisa inédita, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Administração da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUCRS (Face), revela o grau de preocupação dos brasileiros com relação à privacidade na internet, em ferramentas como o Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, sites de empresas e e-mails gratuitos.

Um questionário eletrônico foi aplicado entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, com 1.104 respondentes de todas as regiões do País, sendo 61% do sexo feminino. Constavam questões relativas à coleta de dados, uso secundário da informação, proteção contra erros deliberados ou acidentais, práticas dos sites relacionadas à privacidade das informações, percepção de confiança e dos riscos a que os usuários estão expostos. O trabalho foi realizado pelo mestrando Vergilio Ricardo Britto da Silva, sob a orientação da professora da Face Edimara Mezzomo Luciano, e integra o Grupo de Pesquisas em Gestão e Governança de Tecnologia da Informação. Os usuários responderam também a questões sociodemográficas e de sensibilidade da informação.

Os resultados mostram, por exemplo, que 70,9% dos respondentes se preocupam com o que será feito com os dados preenchidos; com a coleta de dados individuais específicos em grande quantidade (70%); e com o uso secundário das informações coletadas (69,9%). “Os resultados indicam também que os moradores das regiões Sul e Norte estão mais atentos com relação à privacidade, sendo que na região Sul os moradores confiam menos nas empresas provedoras de serviços na internet do que nas demais regiões”, diz Vergilio. “Os usuários do Centro-Oeste e do Nordeste apresentaram baixa preocupação com a privacidade, menor grau de confiança em relação às empresas e menor percepção de risco à privacidade. Na região Norte, as pessoas sentem-se mais seguras”, acrescenta o pesquisador.

 Além disso, há uma grande preocupação com dados de cartão de crédito (73%), número de conta corrente e agência (67%), saldo bancário (64%) e os gastos com o cartão (63%). Os homens se mostraram mais receosos com as informações de senhas (86,02%), e as mulheres com o número do cartão de crédito (87,54%).

Orientadora da pesquisa, Edimara vê no zelo com a informação uma característica relevante. “Se as pessoas conhecessem as severidades das ameaças, elas se comportariam de maneira diferente em relação à proteção das suas informações”, afirma. Para a professora, existem duas formas de prevenção dos usuários. “As pessoas devem se prevenir individualmente, estando conscientes dos riscos e da vulnerabilidade para uma menor exposição, seja no momento de autorizar o termo de uso da empresa ou postar nas redes sociais. Coletivamente, a sociedade deveria abrir mais discussões sobre o tema, levando em conta o que seria razoável para a cultura nacional”, sugere.

 Vergilio comenta que a ideia do estudo é de explorar como as pessoas percebem o tema no Brasil, já que em outros países há uma grande preocupação com o mesmo. Também, segundo o pesquisador, os resultados podem servir de subsídio para o governo, como uma ferramenta para aprimorar o Marco Civil da Internet.





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